Árvore do Conhecimento

Árvore do Conhecimento

domingo, 12 de julho de 2015

PÁRA-RAIO (IGÍ MÉSÀN)


Nomes Populares: Santa-Bárbara, Árvore-do-paraíso, Cinamomo, Amargoseira, Jasmim-de-calena.
Nome Científico: Mella azedarach L., Mellaceae
Orixá: Oiá.
Elementos Ar/masculino.
Nativo da Ásia, o pára-raio é encontrado em estado espontâneo, das Antilhas ao Sul do Brasil.
Empregado nos rituais de iniciação e em banhos purificatórios para os filhos de Oiá. seus galhos são indicados para sacudimentos em pessoa e casas. Uma fórmula muito usada pelos adeptos para "limpeza de casa" consiste em "amarrar nove galhos de pára-raio com nove fitas de cores diferentes e com eles bater as paredes de todos os compartimentos, iniciando pelos fundos até a porta principal. Quando acabar, levar os galhos para despachar num rio ou numa mata". Os praticantes do culto egungun também utilizam este vegetal para fins litúrgicos.
O pára-raio é também utilizado pelos africanos na liturgia dos orixás, que lhe atribuem os nomes iorubás afóforo òyinbó, eké ilè, afóforo ògbàlódé (Verger 1995:695)
Em Cuba, é conhecido pelo nome popular paraíso e pelos nomes lucumis Ibayó e yiyá, sendo atribuído a Xangô (Cabrera 1992:510).
Utilizado em quantidade, o pára-raio é contara indicado para mulheres gestantes, pois é abortivo. O chá feito com suas folhas é laxante, combatendo a prisão de ventre, sendo ainda estomáquico, aperiente e estimulante  das funções intestinais. Os frutos são indicados contra hemorróidas e vermes, e o cozimento do lenho serve para lavar feridas, erisipela e doenças da pele em geral.

sábado, 11 de julho de 2015

JAQUEIRA (APÁÒKÁ)


QUENTE. 
Nomes Científicos: Artocarpus integrifolia L.,f., Moraceae; Polyphena jaca – MORACEAE
Orixás: Apáòká, Xango e Exú.
Elementos: Fogo/masculino.
Ajuda a obter ajuda dos ancestrais, útil para tirar a negatividade da morte. Faz enxergar o que os velhos fazem de bom. 
Árvore de origem indiana, encontra-se dissiminada por diversas regiões tropicais e subtropicais do mundo, inclusive África e Brasil.
Apáòká (Òpa = cajádo, cetro + Oká = serpente africana) é o nome de uma entidade fitomórfica considerada mãe de Oxossi, cultuada numa jaqueira. Nas casas mais antigas dos candonblés de origem jejê-nagôs, esta árvore é ornada com grandes laços de tecido que a distinguem como sagrada. "Em suas raízes potes de barro contendo água também sinalizam o sagrado" (Barros 1995:84).

As folhas da jaqueira são utilizadas para assentar Exú e em banhos para os filhos de Xangô, porém, seu fruto não deve ser consumído por esses iniciados.

Na África, a jaqueira é conhecida também pelo nome iorubá tapónurim (Verger 1995:636).
Os caroços da jaca, assados ou cozidos, lembram a castanha portuguesa e são tidos como afrodisíacos. Na medicina popular, este vegetal é utilizado como estimulante, antidiarréico, antiasmático, antitussígeno e expectorante.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

HORTELÃ


QUENTE. 
Nomes Populares: Malvaísco, Malva-do-reino, Hortelã-pimenta, Hortelã-das-hortas, hortelã-dos-temperos, hortelã-de-leite, hortelã-comum, hortelã-das-cozinhas. .
Nomes Científicos: Coleus ambroinicus Benth., Labiatae; Mentha piperita – LABÍADAS
Orixá: Exú
Elementos: Fogo/feminino.
Alivia ansiedade, boa contra inimigos. Traz boa sorte e alegria.
Folha aromática, usada como tempêro na culinária popular especialmente para realçar o sabor das carnes.
Seu uso é restrito a trabalhos com Exú, não sendo utilizado como tempêro pelos iniciados, constituíndo, portanto, um interdito para aqueles que se autodenominam "Ketu".

Embora seja originária da Ásia, passou a ser cultivada em muitos países pelo mundo, por ser uma deliciosa essência aromática e tolerar bem quaisquer condições climáticas, morrendo apenas no caso de o solo congelar por completo. Herbácea perene, a hortelã é integrante da família Lamiaceae. Além de possuir aroma agradável, a hortelã é muito utilizada para incrementar pratos culinários dando um toque e sabor especial, além de ser preparada como chá para que o organismo possa se beneficiar das muitas propriedades medicinais que contém.

Constituintes e propriedades

É importante dizer que dentre o mundo dos chás e plantas medicinais, a hortelã é a mais nutritiva e saudável, haja vista ter em sua constituição as vitaminas A, B e C, cálcio, ferro, fósforo, potássio e outros nutrientes em riqueza. 
Suas principais propriedades medicinais são: digestivas, antissépticas, estimulantes, vermífugas, calmantes, anestésicas, tônicas, antimicrobianas e anti-inflamatórias.

Benefícios

Quem costuma sofrer de azia, má digestão, crises de úlcera e gastrite é beneficiado pelas propriedades digestivas da hortelã, que propicia uma melhor digestão evitando dores abdominais e outros problemas estomacais. Dores de garganta também são aliviadas pela hortelã, graças às suas propriedades anti-inflamatórias.

Pessoas nervosas, insones, bipolares, deprimidas, ansiosas e hiperativas também devem fazer uso da planta, que possui fortes propriedades calmantes, sendo comumente indicada para auxiliar no tratamento desses males. Basta uma xícara de chá de hortelã em torno de uma hora antes de deitar-se para garantir uma noite de sono tranqüila e saudável.

Novamente como anti-inflamatório, a hortelã é muito utilizada por esportistas, praticantes de musculação ou pessoas em geral que sofrem com dores musculares e estiramentos. Basta preparar uma compressa com folhas amassadas da planta e azeite, deixar repousar sobre a área afetada por alguns minutos e repetir o procedimento duas vezes ao dia durante uma semana para obter alívio.

Como preparar seu chá?

Para preparar o chá de hortelã e obter todos os benefícios que ela pode lhe propiciar, lave bem as folhas da planta, leve ao fogo numa chaleira meio litro de água filtrada e acrescente 100 g das folhas de hortelã. Tampe a chaleira e deixe ferver por dez minutos. Após esse período, desligue e permita que permaneça abafada por mais dez minutos. Então, quando a temperatura estiver adequada para consumo, coe, adoce a gosto e beba duas xícaras por dia antes das principais refeições.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

GOIABEIRA


QUENTE. 
Nomes Científicos: Psidium guajava L., MYRTACEAE; Psidium guayava Raddi.; Psydium pyriferum L.
Orixás: Oxalá e Ogum.
Elementos: Ar/masculino.
Forte, fortalece o ânimo. Acalma a ansiedade, segura em casa marido fujão e mulher saideira.
Planta tropical, nativa brasileira, encontrada cultivada ou espontânea em todo o território nacional.
As folhas da goiabeira podem ser oferecidas ao animal  (quadrúpedes), antes do sacrifício, em substituição às da aroeira ou da cajazeira, e são atribuídas a Ogum. das hastes são feitos os "àtòri" (varas rituais) de Oxalá, utilizado na festa do pilão, e os "akidavi", varetas utilizadas na percussão dos atabaques. 


Em Cuba, segundo Cabrera (1992:439, a goiabeira recebe o nome lucumi kénku e tanto as folhas quanto os frutos são atribuídos a Exú e servem para trabalhos em encruzilhadas.
Verger (1995:40), referindo-se a plantas e nomes de origem estrangeira utilizados pelos iorubás na África, diz: "O nome Gúábà deriva do português goiaba (PSIDIUM GUAJAVA, Myrtaceae), fruta levada do Brasil. Suas folhas são usadas para tratar irritações da garganta e da boca...", Atribui-lhe, também, os nomes gúáfà, gúróbà e gúrófà (1995:711).
O fruto da goiabeira, comido ao natural, é rico em vitamina C e indicado nos casos de convalescença e tuberculos pulmonar. As folhas, principalmente os brotos mais tenros, em infusão, combatem a gastroenterite, a incontinência urinária e a diarréia.

 Nos casos de diarréia renitente, o caldo obtido com o cozimento da goiaba verde, em forma de clister, é de extrema eficácia.

 A planta é uma árvore de até 20 metros de altura comuns no Brasil. É cultivada em diversos lugares do mundo, podendo sobreviver a diversos solos e climas, além de reproduzir-se e frutificar-se relativamente rápido. As goiabas são muito apreciadas por pássaros e outros animais que, ao alimentar-se da fruta, carregam suas sementes e as dispersam por meio das fezes, ajudando a propagar a árvore.
As folhas e as cascas da goiabeira vêm sendo usadas por índios há alguns anos para fins medicinais. Suas propriedades relacionadas à cura e prevenção de doenças foram comprovadas por pesquisa e, desde então, vem sento muito utilizada pela medicina alternativa.

Os benefícios das folhas e das cascas da goiabeira

As folhas, quando mastigadas, podem prevenir e aliviar o mau hálito, além de evitar ressacas e dores de cabeça provenientes do consumo de bebidas alcoólicas, mas para este caso, devem ser mastigadas antes. O extrato das folhas, pode ser usado para o tratamento de candidíase através de duchas e esmagar as folhas e aplica-las em feridas, ajuda a evitar infecções e facilita a cicatrização. Além disso, podem ser usadas para regular disfunções menstruais, amenizando períodos de sangramento intenso.

Propriedades e usos medicinais

Atua como analgésico, adstringente, antibacteriano, antioxidante, cardiotônico, diurético, estimulante menstrual, fungicida, sedativo, tônico estomacal e vermífugo, sendo eficaz no tratamento e prevenção de candidíase, cólera, conjuntivite, dor de dente, dor de garganta, hemorragias, vertigem, vômitos, tosse e úlceras na pele.

A goiaba e o emagrecimento

Estudos mostraram que, após o consumo da goiaba por doze semanas, além de reduzir a pressão arterial, também reduziu os níveis de colesterol, de triglicérides, e de aumentar a taxa de HDL, que é considerado o colesterol bom. Seus efeitos foram relacionados ao alto teor de fibras e potássio.

Efeitos colaterais e contraindicações

O consumo da fruta é contraindicado apenas em seu consumo excessivo ou para quem possui problemas intestinais ou aparelho digestivo.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

SÃO GONÇALINHO (ALÉKÈSÌ)


QUENTE.
Nomes Populares: Língua-de-teiú, Chá-de-frade, Vassatonga, Língua-de-lagarto, Erva-de-bugre, Flauta-de-saíra, Erva-de-lagarto, Pau-de-lagarto, Petumba.
Nomes Científicos: Casearia sylvestris Sw., FLACOURTIACEAE; Casearia punctata Spreng.; Casearia caudata Uitt.; Casearia ovoidea Sleum.; Casearia parviflora Willd.; Casearia samyda (Gaertn.) D.C.; Casearia subsessiliflora Lund.
Orixá: Oxossi.
Elementos: Terra/masculino.
Atrai pessoas, chama quem ou o que está longe. Limpa inveja e traz sorte.
Espécie disseminada pelas Américas, sendo encontrada do México até a Argentina. No Brasil, ocorre desde o Pará até o Paraná.
nas festas de candomblé é comum ver o chão do barracão forrado com as folhas de São-gonçalinho. Esta prática deve-se à crença de que as folhas dessa planta têm o poder de repelir "coisas negativas", por isso seus galhos são colocados também sob a esteira onde dorme o Iaô, por ocasiaão de sua iniciação, pra que este fique protegido das influências nefastas dos Exús e Eguns.
O São-gonçalinho é uma planta que goza de grande prestígio dentro dos terreiros Ketu, pois está ligado a Oxossi, orixá patrono da nação, daí esse vegetal estar sempre presente nos rituais de iniciação, banhos purificatórios, sacralização dos objetos dos orixás e sacudimentos, sendo também utilizado como "vestimenta para os orixás Oxossi e Ossaim".

Nos terreiros de umbanda, essa erva é dedicada a Ogum e considerada de grande poder mágico, não podendo ser queimada, pois atrai má sorte, daí não ser utilizada em defumações.
Acredita-se que as folhas de São-gonçalinho, sob a forma de chá, tenham propriedades calmantes e depurativas, e contenham princípios antiinflamatórios e analgésicos. Maceradas e usadas tópicamente, ajudam nos casos de picadas de cobras e insetos.

terça-feira, 7 de julho de 2015

GUACO (ÒJÈ DÚDÚ)


QUENTE. 
Nomes Populares: Cipó-caatinga, Erva-dutra, Erva-de-cobra, Erva-das-serpentes, Uaco.
Nomes Científicos: Mikania glomerata Spreng., Compositae; Mikania guaco Humboldt.; Mikania  cordiofólia – COMPOSTAS
Orixás: Oxalá, Oxossi e Ossaim.
Elementos: Ar/feminino.

Bom contra doenças, fortalece o ânimo, não deixa desanimar. Dá energia positiva. 

Planta trepadeira originária do Brasil, que vegeta principalmente nas regiões de matas do Sudeste e Sul do país.
Nos candomblés, suas  folhas são utilizadas em "banhos de proteção para os filhos-de-santo, quando o jogo aponta problemas de saúde".
O guaco é usado na fitoterapia como calmante e cicatrizante. Combate gripes, resfriados, doenças pulmonares, albuminúria, reumatismo e nevralgias; porém, a sabedoria popular aponta essa erva como perigosa para portadores de doenças cardíacas. Nos dias atuais, no interior, ainda são muito utilizadas balas ou "melados" feitos aà base de guaco, com fins medicinais, para prolemas das vias respiratórias;

domingo, 5 de julho de 2015

FOLHA-DA-FORTUNA (ÀBÁMODÁ)


FRIA. 
Nomes Populares: flores-da-fortuna, folha-da-costa, erva-da-costa, folha-grossa, folha-da-vida, coirama, coirama-branca, coirama-brava, roda-da-fortuna, saião, saião-roxo, amor-verde, paratudo, planta-do-amor, sempre-viva, fortuna, milagre-de-São-Joaquim.
Nomes Científicos: Bryophyllum pinnatum (Lam.) Oken., CRASSULACEAE; Bryophyllum calcinum Salisb.; Kalanchoe pinnata Pers.
Orixás: Ifá, Oxalá e Xangô.
Elementos: Água/feminino.
Traz dinheiro,  fartura, filhos, amor, sabedoria, paciência, tranqüilidade.

A folha-da-fortuna é originária da África, nativa, também, das regiões asiáticas, foi introduzida há muito na América tropical, ocorrendo em todo o território nacional.
Em Ilê-Ifé, terra de Ifá, em território iorubá no sudeste africano, nas cerimônias para Obatalá e Yemowo, após os sacrifícios, as imagens desses orixás são lavadas com uma mistura de folhas, sendo uma delas o àbámodá (Verger1981:225), que também é conhecida pelos nomes iorubás erú òdúndún, kantíkantí e kóropòn (Verger 1995:641).
Àbámodá, segundo Dalziel (1948:28), em dialeto iorubá significa "o que você deseja, você faz"; todavia, quando chamada de erú òdúndún, (escravo de òdúndún), é considerada como folha e afim, que pode eventualmente substituir o òdúndún (Kalanchoe crenata (Andr.) Haw), segundo a cosmovisão jejê-nagô.
No Brasil, "alguns zeladores-de-santo consideram que a folha-da-fortuna pertence a Xangô"; todavia, uma grande maioria faz uso deste vegetal para diversos outros orixás, confirmando, desse modo, a tradição africana de que ela pertença aos orixás-funfun (originais), pois, quando um vegetal é usado para vários orixás é porque, com raras exceções, normalmente ele está ligado a Ifá ou Oxalá.
Uma característica dessa planta, é o surgimento de muitos brotos nas bordas das folhas, fato associado à prosperidade; por isso sua utilização é freqüente nos rituais de iniciação, àgbo, banhos purificatórios, sacralização dos objetos rituais dos orixás, "lavagem dos búzios e das vistas e para assentar Exú de mercado".

É uma planta sublenhosa, perene, carnosa, que cresce até 1,5 metros, suas flores são hermafroditas, penduladas, de cor verde-pálidas ou amarelo-avermelhadas. A parte utilizada da planta são as folhas frescas. Há séculos, a folha-da-fortuna é utilizada como medicamento pelos povos indígenas e ribeirinhos. Confira a seguir os benefícios e as indicações desta planta.

Propriedades medicinais

A folha-da-fortuna possui propriedades emoliente, cicatrizante e anti-inflamatória. A planta é rica em alcaloides, triterpenos, glicosídeos, flavonoides, esteróides e lipídios.

Os usos da folha-da-fortuna variam de acordo com o país onde é cultivada e com os povos que a utilizam. Por exemplo, no Equador, os habitantes locais usam a infusão das folhas da folha-da-fortuna no tratamento de ossos quebrados e hematomas internos; no Peru, indígenas misturam a folha com aguardente e utilizam a mistura para o tratamento de dores de cabeça; em algumas tribos da Amazônia, o suco das folhas frescas da planta é misturado ao leite da mãe, sendo utilizado para curar dores de ouvido, além da infusão da planta ser geralmente usada para infecções respiratórias, tosse e febre; em tribos africanas, o suco da folha misturado ao óleo de coco ou de andiroba é considerado uma loção eficaz para aliviar enxaquecas.

O uso tradicional da folha-de-fortuna para o tratamento de doenças infecciosas é sustentado por pesquisas que indicam que as folhas da planta possuem atividades antibacteriana, antiviral e antifúngica.

A folha desta planta é bastante suculenta e deve ser amassada para obter-se o suco, que é colocado diretamente em cortes, arranhões, queimaduras e outros ferimentos na pele.

Indicações

A folha-da-fortuna é utilizada em casos de coqueluche e demais afecções do aparelho respiratório; tratamento de furúnculos e queimaduras; tratamento de úlceras e gastrites; inflamações; feridas; dores de cabeça, estômago, dente, ouvido; infecções bacterianas.

Como utilizar a folha-da-fortuna?

Cataplasma – Aqueça a folha e coloque sobre o local afetado, no caso de furúnculos. Em caso de queimaduras ou outros ferimentos, faça uma pasta com a folha e coloque sobre a região machucada.
Suco – Bata no liquidificador uma folha com uma xícara (chá) de água. Tome duas vezes ao dia, entre as refeições.

Contraindicações

A planta não deve ser utilizada durante longos períodos de tempo ou por pessoas com deficiência no sistema imunitário.