Árvore do Conhecimento

Árvore do Conhecimento

quarta-feira, 8 de julho de 2015

SÃO GONÇALINHO (ALÉKÈSÌ)


QUENTE.
Nomes Populares: Língua-de-teiú, Chá-de-frade, Vassatonga, Língua-de-lagarto, Erva-de-bugre, Flauta-de-saíra, Erva-de-lagarto, Pau-de-lagarto, Petumba.
Nomes Científicos: Casearia sylvestris Sw., FLACOURTIACEAE; Casearia punctata Spreng.; Casearia caudata Uitt.; Casearia ovoidea Sleum.; Casearia parviflora Willd.; Casearia samyda (Gaertn.) D.C.; Casearia subsessiliflora Lund.
Orixá: Oxossi.
Elementos: Terra/masculino.
Atrai pessoas, chama quem ou o que está longe. Limpa inveja e traz sorte.
Espécie disseminada pelas Américas, sendo encontrada do México até a Argentina. No Brasil, ocorre desde o Pará até o Paraná.
nas festas de candomblé é comum ver o chão do barracão forrado com as folhas de São-gonçalinho. Esta prática deve-se à crença de que as folhas dessa planta têm o poder de repelir "coisas negativas", por isso seus galhos são colocados também sob a esteira onde dorme o Iaô, por ocasiaão de sua iniciação, pra que este fique protegido das influências nefastas dos Exús e Eguns.
O São-gonçalinho é uma planta que goza de grande prestígio dentro dos terreiros Ketu, pois está ligado a Oxossi, orixá patrono da nação, daí esse vegetal estar sempre presente nos rituais de iniciação, banhos purificatórios, sacralização dos objetos dos orixás e sacudimentos, sendo também utilizado como "vestimenta para os orixás Oxossi e Ossaim".

Nos terreiros de umbanda, essa erva é dedicada a Ogum e considerada de grande poder mágico, não podendo ser queimada, pois atrai má sorte, daí não ser utilizada em defumações.
Acredita-se que as folhas de São-gonçalinho, sob a forma de chá, tenham propriedades calmantes e depurativas, e contenham princípios antiinflamatórios e analgésicos. Maceradas e usadas tópicamente, ajudam nos casos de picadas de cobras e insetos.

terça-feira, 7 de julho de 2015

GUACO (ÒJÈ DÚDÚ)


QUENTE. 
Nomes Populares: Cipó-caatinga, Erva-dutra, Erva-de-cobra, Erva-das-serpentes, Uaco.
Nomes Científicos: Mikania glomerata Spreng., Compositae; Mikania guaco Humboldt.; Mikania  cordiofólia – COMPOSTAS
Orixás: Oxalá, Oxossi e Ossaim.
Elementos: Ar/feminino.

Bom contra doenças, fortalece o ânimo, não deixa desanimar. Dá energia positiva. 

Planta trepadeira originária do Brasil, que vegeta principalmente nas regiões de matas do Sudeste e Sul do país.
Nos candomblés, suas  folhas são utilizadas em "banhos de proteção para os filhos-de-santo, quando o jogo aponta problemas de saúde".
O guaco é usado na fitoterapia como calmante e cicatrizante. Combate gripes, resfriados, doenças pulmonares, albuminúria, reumatismo e nevralgias; porém, a sabedoria popular aponta essa erva como perigosa para portadores de doenças cardíacas. Nos dias atuais, no interior, ainda são muito utilizadas balas ou "melados" feitos aà base de guaco, com fins medicinais, para prolemas das vias respiratórias;

domingo, 5 de julho de 2015

FOLHA-DA-FORTUNA (ÀBÁMODÁ)


FRIA. 
Nomes Populares: flores-da-fortuna, folha-da-costa, erva-da-costa, folha-grossa, folha-da-vida, coirama, coirama-branca, coirama-brava, roda-da-fortuna, saião, saião-roxo, amor-verde, paratudo, planta-do-amor, sempre-viva, fortuna, milagre-de-São-Joaquim.
Nomes Científicos: Bryophyllum pinnatum (Lam.) Oken., CRASSULACEAE; Bryophyllum calcinum Salisb.; Kalanchoe pinnata Pers.
Orixás: Ifá, Oxalá e Xangô.
Elementos: Água/feminino.
Traz dinheiro,  fartura, filhos, amor, sabedoria, paciência, tranqüilidade.

A folha-da-fortuna é originária da África, nativa, também, das regiões asiáticas, foi introduzida há muito na América tropical, ocorrendo em todo o território nacional.
Em Ilê-Ifé, terra de Ifá, em território iorubá no sudeste africano, nas cerimônias para Obatalá e Yemowo, após os sacrifícios, as imagens desses orixás são lavadas com uma mistura de folhas, sendo uma delas o àbámodá (Verger1981:225), que também é conhecida pelos nomes iorubás erú òdúndún, kantíkantí e kóropòn (Verger 1995:641).
Àbámodá, segundo Dalziel (1948:28), em dialeto iorubá significa "o que você deseja, você faz"; todavia, quando chamada de erú òdúndún, (escravo de òdúndún), é considerada como folha e afim, que pode eventualmente substituir o òdúndún (Kalanchoe crenata (Andr.) Haw), segundo a cosmovisão jejê-nagô.
No Brasil, "alguns zeladores-de-santo consideram que a folha-da-fortuna pertence a Xangô"; todavia, uma grande maioria faz uso deste vegetal para diversos outros orixás, confirmando, desse modo, a tradição africana de que ela pertença aos orixás-funfun (originais), pois, quando um vegetal é usado para vários orixás é porque, com raras exceções, normalmente ele está ligado a Ifá ou Oxalá.
Uma característica dessa planta, é o surgimento de muitos brotos nas bordas das folhas, fato associado à prosperidade; por isso sua utilização é freqüente nos rituais de iniciação, àgbo, banhos purificatórios, sacralização dos objetos rituais dos orixás, "lavagem dos búzios e das vistas e para assentar Exú de mercado".

É uma planta sublenhosa, perene, carnosa, que cresce até 1,5 metros, suas flores são hermafroditas, penduladas, de cor verde-pálidas ou amarelo-avermelhadas. A parte utilizada da planta são as folhas frescas. Há séculos, a folha-da-fortuna é utilizada como medicamento pelos povos indígenas e ribeirinhos. Confira a seguir os benefícios e as indicações desta planta.

Propriedades medicinais

A folha-da-fortuna possui propriedades emoliente, cicatrizante e anti-inflamatória. A planta é rica em alcaloides, triterpenos, glicosídeos, flavonoides, esteróides e lipídios.

Os usos da folha-da-fortuna variam de acordo com o país onde é cultivada e com os povos que a utilizam. Por exemplo, no Equador, os habitantes locais usam a infusão das folhas da folha-da-fortuna no tratamento de ossos quebrados e hematomas internos; no Peru, indígenas misturam a folha com aguardente e utilizam a mistura para o tratamento de dores de cabeça; em algumas tribos da Amazônia, o suco das folhas frescas da planta é misturado ao leite da mãe, sendo utilizado para curar dores de ouvido, além da infusão da planta ser geralmente usada para infecções respiratórias, tosse e febre; em tribos africanas, o suco da folha misturado ao óleo de coco ou de andiroba é considerado uma loção eficaz para aliviar enxaquecas.

O uso tradicional da folha-de-fortuna para o tratamento de doenças infecciosas é sustentado por pesquisas que indicam que as folhas da planta possuem atividades antibacteriana, antiviral e antifúngica.

A folha desta planta é bastante suculenta e deve ser amassada para obter-se o suco, que é colocado diretamente em cortes, arranhões, queimaduras e outros ferimentos na pele.

Indicações

A folha-da-fortuna é utilizada em casos de coqueluche e demais afecções do aparelho respiratório; tratamento de furúnculos e queimaduras; tratamento de úlceras e gastrites; inflamações; feridas; dores de cabeça, estômago, dente, ouvido; infecções bacterianas.

Como utilizar a folha-da-fortuna?

Cataplasma – Aqueça a folha e coloque sobre o local afetado, no caso de furúnculos. Em caso de queimaduras ou outros ferimentos, faça uma pasta com a folha e coloque sobre a região machucada.
Suco – Bata no liquidificador uma folha com uma xícara (chá) de água. Tome duas vezes ao dia, entre as refeições.

Contraindicações

A planta não deve ser utilizada durante longos períodos de tempo ou por pessoas com deficiência no sistema imunitário.

FEDEGOSO (EWÉ RÉRÉ)


QUENTE.
Nomes Populares: Fedegoso-verdadeiro, Manjerioba, Mata-pasto, Mamangá, Erva-fedorenta, Folha-de-pajé, Tararaçu.
Nomes Científicos: Scholera angios perma – BORRAGINACEAE; Senna occidentalis (L) Link. Fabaceae (Leguminosae); Cassia occidentalis L.
Orixá: Obaluaiê.
Elementos: Fogo/masculino.
Traz energia boa. Afasta inimigos. Boa para tirar negatividade da doença demorada ou incurável.
Planta que tem sua origem na América tropical e ocorre em diversos continentes, inclusive na África. No Brasil encontra-se disseminada do Norte ao Sul do país.
Nos rituais jêje-nagôs as folhas do fedegoso são utilizadas em banhos de purificação e sacuddimentos. Na umbanda, essa planta é conhecida pelo nome de erva-de-obaluaiê, sendo dedicada a este orixá. É empregada em "banhos de descarrego", especialmente parapessoas consideradas adoentadas.
Pelos nomes abo réré, réré, adáwérésewéré, ògànlara Verger (1995:718), esta planta é conhecida e usada pelos iorubás com fins litúrgicos.
O fedegoso é purgativo, combate os estados febris,males do fígado, afecções urinárias e inflamações da próstata. o suco é muito eficiente nos casos de erisipela e eczemas.

FEDEGOSO (ÀGBÓLÀ)


QUENTE.

Nomes Populares: Fedegoso-branco, Mata-pasto-liso, Mata-pasto.
Nomes Científicos:Scholera angios perma BORRAGINACEAE; Senna obtusilolia (L) Irwin & Barneby., Fabaceae (Leguminosae); Cassia obtusifolia L.
Orixás: Oiá e Egungun.
Elementos: Fogo/feminino.
Infestantes em áreas de lavoura, o mata-pasto tem sua origem, provavelmente, no continente americano, estando didperso nas regiões tropicais e subtropicais.
As folhas de àgbólà são utilizadas pelos adeptos dos candomblés jejê-nagôs, nos rituais de iniciação, banhos purificatórios e sacudimentos. No culto egungun, na Bahia, esta planta goza de grande prestígio, sendo considerada indispensável nos rituais dos ancestrais.
Na Nigéria e regiões vizinhas, este vegetal é utilizado na liturgia dos orixás, e conhecido pelos nomes iorubás ako réré, òpá ikú e àsìmáwù Verger (1995:718).

sábado, 4 de julho de 2015

ERVA GUINÉ (EWÉ OJÚÙSÁJÚ)


QUENTE. 
Nomes Populares: Guiné, Guiné-pipiu, Erva-tipi, Erva-de-alho, Tipi-verdadeiro.
Nomes Científicos: Petiveria alliacea L., Phytolaccaceae – FILOLÁCEAS; Petiveria tetrandra Gomez.
Orixás: Orumilá, Oxossi, Ogum e Exú.
Elementos: Terra/masculino.
Abre caminho, afasta inimigos, tira o mal, alivia “dor de cabeça”, “peso na cabeça”, por sensibilidade mediúnica. Afasta e anula os maus vizinhos. 

Vegetal distribuído na África e na América tropical, encontrado em todo o território nacional. Era conhecido pelos escravos desde a época da colônia, quando costumavam utilizá-lo como "remédio para amansar os senhores de engenho". Segundo Rodrigues (1989:141), "o pó de sua raiz fracionada, provoca superexcitação, insônia e alucinações, após o que sobrevém a indiferença e até a imbecilidade, seguindo-se o amolecimento cerebral, convulsões tetaniformes,paralisia da laringe e em seguida a morte, no prazo de, aproximadamente, um ano, dependendo das doses ingeridas... Verger (1995:41) cita que "foi levada para a Nigéria do Brasil".
Nos candomblés brasileiros empregam-se, com freqüência, as folhas de guiné em banhos e sacudimentos de pessoas e casas; porém, nos terreiros de umbanda entra na composição de "defumadores com a finalidade de afastar eguns e exús negativos e em banhos para lavar a cabeça e as guias dos filhos-de-santo", sendo atribuída a Oxossi e aos caboclos.
Na África, é usada pelos babalaôs do culto de Ifá, para combater feitiços e obter-se o respeito de Iyamí (entidades femininas maléficas); seu nome iorubá é o mesmo pela qual é conhecido no Brasil, e entra em "receita para tratar febre amarela", "receita para tratar dor nos olhos" e "trabalho para ter sorte" Verger (1995:179,219,367).
Em Cuba, essa erva é considerada um éwò (interdito) para os filhos de Oxalá e Iemanjá, e seu uso é proibido nas casas lucumis.
Na medicina popular tem emprego contra dores de cabeça, enxaquecas, nervosismo e falta de memória; todavia, acredita-se que em demasia pode afetar os olhos, inclusive provocando cegueira, pois é considerada tóxica, principalmente as raízes. A tintura obtida dessa planta tem uso externo, em fricções, no combate à paralisia em geral e reumatismo. A raiz é usada contra dor de dente.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

ERVA DE SÃO JOÃO (ÀRÙNSÁNSÁN)



QUENTE.
Nomes Populares: Mentrasto, catiga-de-bode, Picão-roxo, Macela-de-São-João.
Nomes Científicos: Ageratum conyzoides  L., COMPOSITAE; Ageratum maritimum H.B.K.; Ageratum mexicanum Sims.; Ageratum obtusifolium Lam.; cacalia mentrasto Vell.
Orixás: Xangô e Orumilá.
Elementos: Fogo/feminino.
Traz alegria, amor. Defende do mal.
Planta nativa da América tropical, disseminada pelas diversas regiões tropicais e subtropicais do planeta.
Nos candomblés brasileiros esta planta é conhecida também pelo nome nagô isúmi uré. É utilizada em banhos de purificação e sacudimentos para combater feitiços, pois é considerada uma das melhores "folhas de defesa" nos terreiros jejê-nagôs.
Na àfrica, essa erva é citada como àrún sánsán, imí esú e ako yúnyun. (Verger1995:629), sendo usada em uma "receita para tratar criança que come terra" e como "proteção para evitar agressão de alguém" (Verger1995:235,435), pois tem a finalidade de combater feitiços enviados pelas Ìyámi (feiticeiras).
Como fitofármaco, emprega-se o chá das folhas contra cólicas intestinais provocadas por aerofagias, diarréias, reumatismo, artrose e como antidepressivo.È tônico, excitante, analgésico, antiinflamatório e cicatrizante. Utilizado em banhos, combate a fraqueza do organismo.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

ERVA CAPITÃO (ÁBÈBÈ ÒSÚN)


FRIA.
Nomes Populares: Acariçoba, Pára-sol, Capitão, Lodagem.
Nomes Científicos: Hydocotyle banariensis Lam.,Umbeliferae; Hydrocotyle umbellata L. var. banariensis (Lam.) Spreng.; Hydrocotyle multiflora Ruiz & Pav.
Orixá: Oxum.
Elementos: Água/feminino.
Bom para amor, para unir casais, amigos. Para refrescar a alma angustiada. Consola o desespero.
Planta nativa nas Américas que ocorre, também, na àfrica do sul, medrando na beira dos rios, lagos e lugares úmidos.
Esta planta tem "folhas que lembram o formato do leque de Oxum"; é usada como paramento nas festas, daí a origem de seu nome nagô, ábèbè=leque, òsún=orixá Oxum. utilizada nos terreiros jejê-nagôs, em rituais de iniciação,àgbo e "banhos de prosperidade". É conhecida, também, pelo nome nagô akárò, cujo nome significa "dá poder aos cantos", ou popularmente como folha-de-dez-réis.
O decocto das raízes da erva-capitão combate as afecções do baço, fígado, intestino, diarréias, hidropisias, reumatismo e sífilis, bem como a plata toda, em uso externo, serve para eliminar sardas e outras manchas da pele. As folhas tomadas com leite funcionam como calmante e tônico cerebral.